quarta-feira, 4 de junho de 2014

Cheryl (Cole) aposta num "Crazy Stupid Love" com o Tinie Tempah para fazer seu retorno!


Quanta coisa nova para ser documentada sobre esses últimos dias, hein? Teve single novo da Nicole Scherzy, videoclipe de Problem da Ariana e da Iggy, e agora um dos mais esperados retornos britânicos de 2014 acontece! Para quem se esqueceu da ilustre Cheryl Tweedy/ Cheryl Cole/ Cheryl, "ou como quiser", vamos dar uma rápida refrescada:
  • Cheryl começou sua carreira musical na lendária girlband Girls Aloud, que durante sua única década de atividade conseguiu colocar vinte hits consecutivos no top 10 das paradas inglesas, e que cujas vendas passam de dez milhões mundialmente, incluindo singles e álbuns. Girls Aloud é só amor, e para comprovar isto temos o belíssimo cover de I'll Stand by You, a deliciosa Graffiti My Soul e um hino chamado The Promise;
  • Antes das Girls acabarem oficialmente, em 2009 nossa Cheryl Cole lançou seu primeiro disco solo, o extensivamente produzido pelo will.i.am 3 Words, que adicionou sucessos memoráveis à sua coleção pessoal, tais como Fight for This Love, a faixa-título 3 Words e Parachute. O debut foi basicamente um sucesso, e o um milhão de cópias vendidas na terra da Rainha está aí para comprovar isto;
  • Para consolidar a carreira solo rapidamente, no ano seguinte Cheryl voltou com Messy Little Raindrops, que tinha tudo para ser mais um estouro nos charts. O primeiro single, Promise This, atingiu o número 1 e o álbum não fez feio na primeira semana, mas logo depois os números caíram e Cheryl viu tudo indo por água abaixo. Insira aqui sua própria piadinha pessoal com The Flood, título do segundo e último single;
  • Após o "flop" de Messy Little Raindrops, que ainda assim vendeu consideravelmente bem, é a vez da Calvin Harris-ística Call My Name ser lançada, anunciando então A Million Lights, o terceiro álbum, que apesar do sucesso do primeiro single, acabou se tornando o único da Cheryl a não alcançar o topo dos charts, representando vendas ainda mais modestas que as do anterior. Ainda assim continuo achando Under the Sun uma das músicas mais legais dela;
  • Atropelando a divulgação do terceiro álbum, Cheryl se reuniu novamente às Girls Aloud para lançar Ten, seu último trabalho juntas e uma compilação com todos os hits das garotas no Reino Unido. A reunião rendeu pérolas como Something New e Beautiful Cause You Love Me, mas no fundo, no fundo eu ainda esperava que a miss ex-Cole-agora-Cole-de-novo aproveitasse melhor o seu ótimo material solo.
E após esse resumão, enfim chegamos a 2014 e à Crazy Stupid Love, o single de retorno da cantora que tem aquela ajudinha básica de um rapper famosinho para que a certeza de que não irá fazer feio nas tabelas seja 100%. Ouça primeiro, e já nos vemos no próximo parágrafo...


Parece que trompetes são o novo dubstep, né?
Não sei se é porque a Cheryl sempre lançou algumas das músicas mais marcantes dos álbuns como primeiros singles, e Crazy Stupid Love passa longe de ser marcante, mas resumidamente eu não gostei muito. Em Problem, hit da Ariana Grande com a Iggy Azalea que também segue os mesmos padrões, as ferramentas musicais utilizadas chamam a atenção para criar um instrumental que gruda na cabeça e ainda se permite ser dançado, ao contrário deste novo single da Cheryl, que é nada mais que previsível e passa longe de ser marcante.
Cheryl está tentando pisar em terreno seguro, assim como fez a Rita em I Will Never Let You Down, e não podemos culpá-la, mas a produção extremamente simples unida ao rap praticamente desnecessário do Tinie Tempah fez desse retorno o mais fraco de todos dela até o momento. Ouvi dizer que a Nicola Roberts (ex-colega de banda da Cheryl) escreveu uma tonelada de canções pro registro, e me pergunto: onde estão elas? Crazy Stupid Love definitivamente não era o primeiro single certo. A boa notícia é que ela voltará a ter aquela exposição toda como jurada do X Factor, mas será o suficiente para segurar as pontas do álbum caso este amor louco e estúpido não se saia bem?
Cheryl é adorada no Reino Unido e provavelmente estamos olhando para um futuro número 1, independente da qualidade da canção ou não, mas Nasty da princesinha britânica Pixie Lott também parecia uma aposta certa e, no fim, acabou se contentando com um top 10 básico, o que no Reino Unido é um tanto quanto desesperador, já que lá a primeira semana de vendas e a posição de estreia são as únicas coisas que geralmente contam. Bom, é só esperar pra ver, né? Como disse a respeito do single da Nicole, talvez eu gosta mais da música depois que o videoclipe for liberado.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Ariana Grande e Iggy Azalea são confusão dupla no videoclipe de "Problem"


A subida de Ariana Grande ao estrelato sempre foi um caso curioso para mim. A estrela da Nickelodeon de até então cabelos insuportavelmente vermelhos e voz propositalmente afetada não era exatamente uma das minhas estrelas teen prediletas, ainda mais depois que lançou a "fofíssima" Put Your Hearts Up. Para mim, Ariana era só outra atriz meio-boca que por algum motivo pensou que se daria bem na música também. É claro, isso mudou depois que eu decidi conferir o canal pessoal da moça no YouTube, e... UAU!!! E então veio The Way, algo bem diferente e MIL vezes mais interessante que o single anterior, e que caiu nas graças minhas e do povo. Alcançou o topo do iTunes de cara, e logo em sua primeira semana entrou no top 10 da parada de singles da Billboard. Desde então, a mais nova pequena de voz gigante se mostrou imparável.
Ariana lançou seu primeiro álbum, Yours Truly, ano passado, que rendeu-lhe outros singles como Baby I e Right There, com o Big Sean, e ainda a performance de uma vida no American Music Awards com Tattooed Heart, fora as boas críticas de especialistas do ramo e as vendas consideravelmente boas para o álbum debut de uma artista saída da Nick. Ao longo de todo o ano, a jovem iniciante foi comparada com a elusive Mariah Carey por sua técnica impecável com os famosos whistles, que tanto marcaram a carreira da veterana, e adquiriu uma imagem de garota inocente e fofa.
Praticamente o que são todas as estrelas pop... Até o segundo álbum.


Veio 2014, e com ele Ariana trouxe Problem, seu novo single com a it girl do momento, Iggy Azalea, e que gerou mais bons frutos do que The Way jamais conseguiu. Ao invés de contentar-se com um simples top 10, desta vez ela atacou o pódio do Hot 100. A nova música, diferente do pop retrô 1990 do Yours Truly, pega carona no formato que o pop e o Hip/Hop assumiram no momento, e ao contrário do lirismo apaixonado que a cantora apresentou anteriormente, Problem pode ser definida nesta única e brilhante sentença: There's a million yous baby boy so don't be dumb, I got 99 problems but you won't be one, like wot?
Com todos os preparativos para o segundo álbum em andamento, faltava o mais importante: o videoclipe para o primeiro single. E as expectativas para o primeiro videoclipe de um álbum são altíssimas, afinal, ele abrirá realmente os trabalhos, e com nomes como Ariana Grande, Iggy Azalea e até Big Sean envolvidos (para quem ainda não sabe é ele o homem dos sussurros no refrão), o vídeo tinha de ser algo HUGE. E, após quatro semanas desde que a música foi inicialmente lançada, ele foi liberado e... É só um clipe normal! Rs. Como todos vocês, eu esperava algo bombástico e grandioso, que fosse capaz de abalar as estruturas do pop, como G.U.Y. da Lady Gaga, mas só temos Ariana repetindo a performance que já cansamos de ver, nas roupas que são tão over quanto o penteado dela, a boca sussurrante do Big Sean, e uma Iggy com penteado Adelístico aparecendo brevemente no início e no fim para dar cabo de seus versos. Confira:


Não ficou exatamente ruim, mas não ficou totalmente legal também. Ariana ainda tem muuuuito o que aprender com relação a videoclipes, e a culpa nem é dos diretores desta vez. Eu sinto que ela simplesmente ainda não sabe como se comportar ou se mover na frente de uma câmera neste tipo de gravação, e com coreografia envolvida as coisas ficaram mais superficiais ainda.
Além disso, achei os cortes e a disposição das câmeras no mínimo esquisitos. Como a música é frenética, seria melhor se tudo acontecesse mais rápido e com takes menores, e dispenso comentários a respeito do visual "retrô" do vídeo. Pensei que ela tinha deixado isso para trás no Yours Truly, rs. Mas tudo bem, Ari! Nós te amamos e também te aceitamos em nossos corações. Que venha este segundo e amadurecido álbum, e que ele traga clipes mais marcantes! Mas e aí? Acham que a Ariana não terá problemas em conseguir seu primeiro #1 no Hot 100?

Jennifer Lopez e seu papi sensualizam no deserto no videoclipe de "First Love"


Jennifer Lopez (A.K.A. J-Lo) está pronta para retornar ao cenário musical, desta vez abusando do termo "sexy", e não poupando em demonstrar o quanto seu corpo é uma obra-prima no novo videoclipe para First Love, o segundo single de seu oitavo álbum de estúdio. Diferentemente de I Luh Ya Papi, sua antecessora que era um urban confuso cujos neologismos não funcionam, a nova empreitada é pop do início ao fim e radiofônica o suficiente para ao menos preparar o terreno para o novo lançamento. Afinal, estamos falando do deus Max Martin. Confira o videoclipe para a mesma:


Tudo bem que parece um daqueles comerciais conceituais de grifes de roupas em que o importante é o corpo dos modelos e o cenário exótico em que os mesmos são exibidos, mas First Love não deixa de ser sexy até certo ponto. Às vezes é legal conferir algo em preto e branco e sem exageros, só focado na fotografia e na empatia do casal retratado, mesmo que não seja exatamente um dos melhores trabalhos do diretor Anthony Mandler. É claro que a música não será um estouro nos charts (nem nos nossos iPods) mas sua representação visual para mim está O.K.
O problema do single é: quando você ouvi-lo na rádio, não reconhecerá a estampa "Jennifer Lopez" nele. Esta é só uma faixa pop como quinhentas outras, e como a cantora não tem nem o público de antes muito menos o sucesso nos charts, acabará sendo atropelada por outros lançamentos que bebem da mesma fonte, mas acabam funcionando melhor. Será que terão muitos hinos nesse álbum novo? Tudo que eu vi até agora só "deu pro gasto", incluindo a já descartada Live it Up. A promessa desta vez é retornar aos tempos de glória, e mesmo que as vendas não sejam as mesmas, espero que o disco tenha a qualidade, o tempero latino e a sagacidade nova-iorquina de trabalhos antigos da Jenny. Ainda espero uma sucessora digna para Jenny From the Block. E não, Same Girl não conta.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Nicole Scherzinger libera o áudio de "Your Love", seu novo single

"Eu nasci assim, eu cresci assim, e sou mesmo assim, vou ser sempre assim, Gabriéééla..."

Após ter atirado um Boomerang na cara do público e ter visto a ideia de um hino de força e superação sair pela culatra, a ex-Pussycat Nicole Scherzy está de volta este ano com Your Love, um single que não tem cara de 2014, e que pode ser uma aposta inusitada (mas ainda assim boa) como também mais uma tentativa suicida de emplacar nos charts.
Antes de lançar a música em si, Nicole divulgou diversas fotos do videoclipe para a mesma (que continua inédito) e algumas outras prévias em seu Instagram, e se nada em toda a pré-divulgação me animou, não foi o resultado final que fez isto! Rs. Não sei se é um problema meu com a cantora, já que nunca fui com a cara das Pussycats ou do Killer Love, seu primeiro disco de estúdio solo, mas vejo Your Love seguindo o mesmo rumo do single anterior, ou até mesmo se saindo pior, já que Boomerang ao menos tinha um refrão que poderia ser chamado de "marcante" e uma produção condizente com a realidade da indústria naquele momento. Confira o lyric video:


Talvez minha opinião mude com o tempo ou com o videoclipe, que pelo visto terá ares bem tropicais, mas por enquanto vou ficar com Don't Hold Your Breath ou qualquer coisa melhor do disco anterior mesmo...

domingo, 25 de maio de 2014

Ouça "Shades of Cool", segundo single (?) da Lana Del Rey com seu Ultraviolence


Laninha acabou de soltar na santa internet o áudio oficial de Shades of Cool, canção que estará presente em seu antecipado terceiro álbum de estúdio Ultraviolence, e que dará continuação à divulgação do mesmo, após a nostálgica West Coast, que também teve um videoclipe lançado mais cedo este mês. Pelo visto, o disco estará mesmo repleto desses vocais sombrios e instrumentais imprevisíveis, e falando a verdade, gostei mais desta que da primeira canção revelada.
A extensão Paradise não segue a linha, mas Born to Die é um dos meus álbuns mais ouvidos do ano passado, e caso o Ultraviolence tenha um terço da sofisticação deste single (ainda não sei se é oficial ou só promocional, hahaha), preparem-se, pois vem mais um oásis musical por aí!


Ao lado de títulos como Black Beauty e Fucked My Way Up to the Top, esta deve se tornar uma das minhas favoritas do Ultra, que chega às lojas no dia 16 de junho.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Shakira e seus "La La La"s...


Quem ouviu o novo disco da Shakira, auto-intitulado Shakira., concorda que a faixa que abre a tracklist, Dare (La La La) é a que mais destoa de todas as outras do trabalho. Ao contrário de EmpireYou Don't Care About Me e Cut Me Deep, que tem cada uma seu tempero especial e único, que mostram facetas diferentes da cantora, a aposta dance latina é completamente descartável com relação a conteúdo, tendo entrado na tracklist unicamente por seu apelo comercial, sonoridade "contagiante" e, claro, porque este ano vai ter Copa, além de um videoclipe já ter sido gravado para a mesma lá em 2012.
Em algum ponto, é claro que Dare seria single, principalmente por tudo o que já foi citado, e mesmo que não seja lá uma das minhas favoritas, não vou negar que se não nos Estados Unidos, a rebolativa faixa será um estouro no resto do mundo. E uma prova de que Shakira está tentando agradar a todos são os três videoclipes já liberados.
Temos Dare (La La La), a versão que abre o disco e que deverá ser trabalhada na América do Norte e no Reino Unido:


Visualmente, o vídeo não é de muita ajuda, e por ter sido gravado e arquivado há certo tempo atrás, reforça ainda mais a ideia de que o single é sooo 2012.
Logo depois, foi liberada La La La, a versão espanhola que aparece como faixa bônus no Shakira.:


Este não é absolutamente nada diferente do anterior, exceto pela língua em que é cantada. Talvez realmente faça algum estouro nos países latinos, mas pessoalmente toda esta reciclagem me cansa.
E, finalmente, temos ainda a versão oficial para a Copa (really?), em parceria com a Activia e com a participação de Carlinhos Brown, para deixar as coisas mais brasileiras ainda, mas aleluia, um cenário diferente! Confira:


Ok, funcionou melhor que os dois primeiros, e algumas cenas são realmente atraentes (não estou falando das aparições de Gerard Piqué, muito menos do Neymar), mas ainda assim falta aquele algo que te faz sentir completamente satisfeito com a produção.
Ah, tem ainda esta propaganda tosca da Activia com Dare tocando no fundo! Quão estranho soa para vocês?


Eu acabei ficando com um pé atrás, não só com os videoclipes, mas com o single em si e todas as suas cansativas versões. É legal a Shak estar querendo agradar gregos e troianos, mas o desespero em fazer a música emplacar em época de Copa se tornou mais evidente ainda, e me fez desejar que o período de divulgação desta não seja tãããão extenso. Afinal, há verdadeiras pérolas no auto-intitulado, e quero muito mesmo videoclipes para You Don't Care About Me e Broken Record.
Vamos ver no que esses La La La's vão dar primeiro antes de julgar, né? E não me entendam mal! Eu até gosto um pouco dessa latinidade misturada com eurodance, mas se eu fosse a Shakira e pensasse uma, duas, três vezes antes, teria deixado os videoclipes já gravados arquivados para sempre e Dare de fora da tracklist final...